Bem vindos ao inferno.

Aqui é o lugar do macabro, dois autores escrevem o que vêm a sua mente monstruosa e não economizam bizarrices e absurdos. Leiam, se divirtam, fiquem assustados, chocados, e não durmam de noite ou poderão sonhar com Belzebu

quarta-feira, agosto 18, 2010

Um cômodo do inferno

Hoje como quase todo dia vai ter acerto de contas, pobre novato desrespeitou a pessoa errada  não demora muito e a hora chega, refeitório lotado, mas o meliante não se deixa intimidar e fura o inimigo bem no peito, com uma arma caseira, porém muito útil.A vítima fica esticada no chão esperando pela ajuda que chega tarde.

Então todos ouvem o sinal, todos sabiam o que fazer e foram direto para suas celas, era o confinamento, um procedimento padrão usado toda vez que havia mortes ou tentativas.Isso é muito comum em um ambiente hostil como esse, um ambiente onde negros, muçulmanos, italianos, irlandeses, japoneses, arianos, motoqueiros, hispânicos, gays, brigavam pelo poder.Cada facção tinha sua função, os arianos dominavam o correio, negros e italianos a cozinha, motoqueiros a oficina, muçulmanos a enfermaria.Cada um com seus pontos estratégicos, além da cozinha os italianos tem forte participação no trafico de drogas dentro do presídio.

Era mais um dia na prisão de segurança máxima, os negros jogavam basquete, os arianos dominavam os aparelhos de musculação, muçulmanos oravam, italianos pareciam tramar algo.Mas, separados desses presos por uma cerca com arame se encontram os presos condenados a morte, esses não tem direito a nada.

O horário do sol acaba, todos voltam para dentro da prisão.Ao caminhar para a entrada, os italianos começam a se movimentar em volta do líder ariano que sente uma cutucada em seu rim e logo cai no chão.A confusão começa brigas, socos, facadas, pedradas.Os primeiros a se envolver são os da baixa hierarquia das facções, os chamados soldados geralmente grandes e usando moletões e proteções improvisadas.

O circo esta  armado, a confusão toma conta do presidio, a briga não se resumiu a italianos e arianos, pareciam que todos naquele momento queriam acertar contas.Os guardas se metem no meio, então todos os presos sabem o que fazer e de repente as facções se unem e começam a atacar os guardas que são minoria.

Após algumas horas o presídio esta totalmente tomado pelos presos, que torturavam os guardas, jogavam privadas abaixo, ateavam fogo, quebravam as mesas, estavam detonando o presidio.Todos estavam envolvidos, eles estavam tomados pelo ódio.Passadas algumas horas o exercito já se encontrava em volta da prisão, exigindo a libertação dos reféns.

-Aqui é o tenente, capitão Batista - anuncia no mega fone.

Os presos começam a gritar e a fazer barulho.

-Quero saber quem está no comando? - pergunta em um tom claro e alto.

Novamente os presos gritam eufóricos e começam a bater cadeiras e mesas.Mais privadas são arremessadas, colchões pegando fogo vão em direção aos carros dos militares.

-Nós vamos invadir.

Então, aparecem os chefes da revolta, dispostos a falar.Eram os quatro lideres das maiores facções do presidio.Os arianos, negros, italianos e os hispânicos, mas já era tarde as autoridades invadem o presídio, pondo no chão a porta de entrada junto com os objetos que foram postos para tentar conter a entrada.

Os policiais portando armas automáticas, bombas de gás, e seguindo uma ordem direta do governador, não vai sair nenhum rebelde vivo.É difícil descrever a cena que se passa a seguir, os detentos lutando sem armas a longo alcance e com facas e pedras, e eles estavam sendo mortos e sem dó nem piedade, um a um, alguns se ajoelhavam, esperando um pouco de compaixão, uma ingenuidade da parte desses que tomavam coronhadas, socos e tiros, claro que eram com balas de borracha, mas as balas iam no rosto, nas costelas e a dor era descomunal.

A única coisa que ouviam eram gritos e tiros, eles começaram ir atrás dos chefes da revolta, primeiro o ariano, que foi espancado por sete, além de socos e chutes, ele foi afogado na privada e levou cortes.
O segundo foi o hispânico, que levou golpes de cacetes nas pernas, na bacia e nas costelas, esse não sobreviveu.

Foram atraz do italiano, que conseguiu abater um dos guardas com um punhalada certeira na garganta, um corte fatal, mas ele só pegou um os outros o arremessaram janela a baixo, a morte foi instantânea.Enfim foram atraz do líder negro, esse teve o pior destino de todos, foi surrado e  molestado com cabos de vassoura e foi colocados sem roupas naquilo que os guardas chamavam de gaiola, só que esta era diferente, ficava no sol, e ele ficou lá sofrendo por varias horas servindo de exemplo para os outros, fatalmente acabou morrendo.

Quando o diretor entrou no presídio este encontrava-se um verdadeiro caos, por onde ele andava ele via corpos, sangue, membros, e até cabeças.Pensava naquilo como uma cena do inferno, como se o capeta estivesse lá, sem falar no cheiro horrível de carniça.

Era cheiro de morte.Dirigiu-se ao pátio e encontrou todos os detentos restantes sem camisa e ajoelhados, todos machucados e sangrando, claramente precisavam de cuidados médicos, mas ele sabia, os presos sabiam que isso não ia acontecer tão cedo.

Então o dia foi se despedindo, para a chegada da noite.Ao amanhecer, os presos foram obrigados a trabalhar na reconstrução do presídio, que nunca mais foi o mesmo.Este foi um dia triste, que não será esquecido tão cedo, toda aquela brutalidade, toda aquela banalidade, toda aquela covardia, não trouxe vantagens para nenhum dos lados.

A reconstrução foi inútil, os detentos foram obrigados a se mudar para outros presídios, os guardas transferidos, alguns se aposentaram devido a ferimentos graves, ou ganharam medalhas de honra.
O lugar nunca mais foi o mesmo, e esta abandonado dizem que é mal assombrados pelas pobres almas que ali faleceram.

By: Azrael

terça-feira, agosto 17, 2010

Devia estar em seu lugar

Ei você, eu te conheço, eu sei quem você é, sei do seu passado, com quem anda, o que foi fazer hoje, sei de tudo, eu te acompanho desde quando você era uma criança e eu a odiava, fui eu quem te observava de longe seus primeiros passos, torcendo para que você caísse, fiquei ao seu lado no primeiro dia de aula, querendo que os outros zombasse de você, te chamassem de estranho(a) ou gordo(a) ou lerdo(a).

Lembra-se dos presentes de natal que na infância você adorava receber, eu me contorcia de um desejo de te estrangular, ali naquele seu estado de felicidade, não suportava ver a sua vida e a minha ir embora e quando você se machucou feio e seus pais se desesperavam para que não tivesse acontecido algo grave. Haha quem tu acha que era sua dor? Sua amiga que batia de noite quando vinha a depressão e você só queria chorar, era eu sempre.

Eu fui me acostumando aos poucos a conviver assim,  no meu mundo de podridão e solidão,  precisava de alguém, um companheiro, não estava sozinha nesse alojamento, encontrei outras almas perturbadas, elas me disseram tantas coisas de tantos outros, não era a única.

- Era pra ter sido eu, não acredito tanto tempo esperando aqui meu único sossego era estar lá, como odeio aquele menino

- E eu então? Desgraçada meninas, gémeas, duas chances em uma e eu não fui escolhida, que elas sofram eternamente como eu sofro por não poder viver

Essas conversas me acalmavam um pouco, por descobrir que havia outros igual a mim, os mesmos motivos e decepções, mas toda vez que via sua alegria, seus olhos saltarem ao poder se aventurar pela vida, minha raiva acumulava, comecei a entrar no seu mundo.

Seu suor ao acordar de um pesadelo, eu me deliciava nesses momentos de prazer, fiz seus pais morrem tantas vezes enquanto sonhava, ou quem você gostava, seu amor, tivesse te abandonado, eu ampliava sua imaginação, lembro-me que ia dormir tarde com medo de sonhar e quando sonhava só queria acordar.
Meu outro vício, era tirar sua atenção, olhe bem agora os carros, as motos quase te atropelaram uma vez, pois estava pensando em outra coisa e por um triz não ocorreu o pior ou o melhor do meu show, mas tu era forte e muito, e eu sempre fraca, fraca.

Se me conhecesse, saberia que eu sou uma pessoa boa, mas se estivesse no meu lugar entenderia tudo. Era pra eu ter nascido no seu lugar, nossa mãe te deu a luz e não a mim, e todos aquelas almas perturbadoras são assim, nunca parou para pensar o que há depois da vida? Tenho certeza que sim, mas pense mais um pouco e o que tem antes da vida? 

Te digo que somos nos que não nascemos e agora só podemos esperar reecarnação, o que demora tanto tempo para ocorrer, é difícil nossa situação, somos escolhidos a esperar ou viver como anjos, mas anjos não podem viver ou apreciar o gostinho que é ser humano, enquanto nossas vidas não vêm, só nos restar se divertir com o que poderia ser nosso, o que poderia ser a gente em seu lugar, porém não nos resta alternativa a não ser atormentar vocês para que possamos nos tranquilizar em nossas lamentações

By: Cérbero

segunda-feira, agosto 16, 2010

Eu estava...

Eu estava em um automóvel na rodovia a uns 170km/h, estava dirigindo fazia quatro horas sem descansar, nem mesmo parar em algum posto para me alimentar ou abastecer o carro, sabia que precisava dormir, meus olhos não aguentavam mais ver o asfalto as linhas amarelas, os pesados e compridos caminhões que ficavam para trás toda vez que os ultrapassei , eu lutava contra o sono com minhas dores nas costas por estar muito sentando, em minha frente havia um camionete, em seu vidro traseiro estava escrito "Se sogra fosse boa, pobre não tinha". Que pessoa mais ignorante, pensei ao ler isto, só sei que queria passar aquela camionete, firmei as mãos no volante e acelerei, um caminhão avançava em minha direção, precisava pegar o lado direito da pista, o veiculo estava muito próximo, não tinha espaço para desviar, tentei manobrar o carro para ir no acostamento, mas foi tarde a colisão foi fatal...

Eu estava feliz, era aniversário do meu amiguinho, ele completava felizes 7 anos,  haveria festa em um clube, lá haveria salgadinhos, bolo, bola, diversão, piscina, estava muito ansioso, chegando ao clube fui logo comprimentar o aniversariante, ele tinha recebido muitos presentes, mais do que a minha festa, isso me deu um coceira irritante por dentro, uma inveja talvez, jogamos bolas e suamos até, hora de pular na piscina. Eu naquela idade em que a maioria dos meninos não vê a diferença dos sexos, eu já admirava as meninas vestidas em roupas de banho, algumas já estavam formando peitos, apenas apreciava muito isso, como era bom viver, brincamos de ver quem nadava mais rápido. Mergulhei para ganhar tempo, mas cometi um erro grave ao colocar minha pequena perna no buraco da piscina que suga a sujeira e por meu azar estava ligado, comecei a tentar me soltar desesperadamente, não conseguia, aquilo meu puxava muito forte, me faltava ar, eu precisava respirar, quando a ultima partícula de meu corpo cansou de procurar ar...

Eu estava em casa, quando tudo aconteceu, minha namorada assistia ao jogo de futebol do campeonato brasileiro comigo no domingo, ela era São Paulina e eu Palmeirense e por coincidência era nossos times que estavam se enfrentando, ouvimos um barulho estranho vindo da porta do quintal, vozes, sons de passos, não estávamos sozinhos, arrobaram a porta, nos renderam, erão três homens com a camisa improvisando um capuz e o corpo cheio de tatuagens, deviam pertencer a alguma organização do crime, nos amarram e nos trancaram no quarto, queriam dinheiro, moveis, eletrônicos, possivelmente para alimentar o tráfico de drogas, quando havia passado algum tempo, percebemos que estávamos sozinhos, as amarras foram bem dadas, não havia como se soltar nos pés, muito menos nas mãos, sentimos um cheiro de fogo, os canalhas atearam fogo em nossa casa, o cheiro era intenso e o calor mais ainda, será que iríamos sobreviver? Acho que não o fogo já formava um circulo entre nós, pelo menos eu morrerei ao lado do meu amor, mas que tristeza quando eu pensava em a pedir em casamento, era nosso fim assim consumidos pelas chamas nosso amor ficou...

Eu estava  no auge de minha carreira como professor da faculdade de psicologia, ganhava bastante, os alunos gostavam muito de mim, minhas aulas procurava sempre acrescentar lições para aprender sempre a lidar com a vida, mas não consegui lidar com a minha, quando descobri que tinha câncer no pulmão, fiz seções de quimioterapia, não adiantou, tiveram que retirar meu pulmão esquerdo antes que atingisse o direito, depois de um mês da bem sucedida cirurgia, o câncer não foi aniquilado totalmente, ele havia subido para minha cabeça, as dores eram horrives, minha cabeça iria explodir, meu corpo gritava de desespero, morfinas e morfinas para amenizar a dor. Lembro das visitas dos meus parentes e alunos queridos, os vias com olhares tão angustiantes e tão cheios de lágrimas, nada adiantou chorar, minha doença havia me vencido...

Eu estava tão cabisbaixo, tão decepcionado, tão sem amigos, tão inseguro, tinha sido demitido, com a crise, os Estados Unidos estava bombando na produtividade, mas a bolsa de valores quebrou, quem era rico ou estava muito bem de vida, passou a ser pobre, assim como eu, lia nos jornais as manchetes que falavam do aumento do número de suicidas devido a recessão econômica, não podia mais viver sem dinheiro, faltava tudo alimento, oportunidade, como iria agora sobreviver? Só me restava ser mais um índice nas estatícas de suicídios, não encontrei melhor maneira de fazer isso do que a forca, quando comprei três metros de rolo na loja, eles já sabiam e me perguntavam se valia a pena? Tentavam fazer me mudar de ideia, mas eu estava certo do que iria fazer, enrolei a corda em volta do pescoço dei um nó bem firme, subi na cadeira e amarrei a outra ponta na viga de madeira do teto do meu quarto, sem nem pensar em desistir, pulei da cadeira, minha sorte é que não precisei agonizar por minha morte, pois o choque havia quebrado meu pescoço...

Eu estava, cansando mais um dia da semana chegando ao fim, a rotina do dia já me entediava, queria agora apenas chegar em casa, tirar a roupa, tomar um banho e relaxar, fiz tudo isso e depois entrei no mundo globalizado através do computador, que tanto adorava, já me loguei nos principais sites de relacionamentos e meu messenger já estava piscando laranja, comecei a pesquisar na internet e achei um blog de contos de terror, estou lendo um conto estranho, várias mortes, percebo o quanto isso é mais estranho ainda, e vejo que não estou sozinho, olho para trás... e nada, penso em desligar o monitor para ver se a tela preta do monitor mostraria alguma fantasma ou algo assutador, mas nada apenas um rosto que continua vidrado na tela, o meu próprio rosto, mas espera há mais alguém ali, uma aparição com capuz negro com uma caveira no lugar do rosto e uma foice em uma das mãos, eu sabia quem ela era, a própria morte. Não podia ser, não deveria morrer, ela também sabia disso, mas já me olhava me avisando que um dia ela iria me beijar em qualquer esquina que a topasse com a dona morte




By: Cérbero

quinta-feira, agosto 12, 2010

Vozes do além

Já era tarde da noite e chovia muito, me encontrava em uma cidade que parecia estar deserta.Ouvia umas vozes mas nao consegui entender o que estava dizendo, eram vozes finas pareciam ser de crianças mas nao sabia ao certo, mas eu nao entendia como havia parado la, entao resolvi seguir as vozes.
A chuva começava a aumentar,  relampagos e trovoes cortavam o ceu de forma assustadora, quanto mais eu adentrava na cidade mais fortes as vozes se tornavam, e mais assustador se tornava o lugar, de repente via vultos e as vozes pareciam estar chamando meu nome.Eu continuava seguindo as vozes e surgiam cada vez mais vultos e entao eu acordo todo suado e apavorado.
-Esse é um sonho interessante Tony-diz o medico Antonio
-Doutor, eu tenho medo.Já é a quarta vez que sonho com isso.O que eles querem de mim?
-Calma, nao tenha medo.Você provavelmente deve estar um pouco estreassado agora
Apos isso ele manda o garoto ir para o patio com os outros pacientes.Voltando-se para a enfermeira pergunta:
-Quem é a mae desse garoto?
-A mãe dele é a Marta .
O doutor olha abismado pra a emfermera e pergunta
-Marta Guimaraes?
-Sim.você a conhce doutor?
O doutor fica assustado e senta em sua cadeira,voltando-se para a enfermeira responde:
-Sim, Marta Guimaraes é aquela mãe que afogou o filho mais novo, alegando que ele estava possuído.
-Nossa, que horror.
-É , o pior ainda é que o pobre Tony viu tudo isso e nada pode fazer.
Após essa o fim dessa conversa o doutor senta pensativo em frente a janela e começa a pensar profundamente, no assunto do Tony.
Logo ao amanhecer o doutor já se encontra em sua sala e ouve alguém bater desesperadamente na porta e manda entar.
-Doutor, você nao vai acreditar.Eles estao em toda parte me chamando, para todo lugar que eu olho.
-voce precisa sentar e me contar exatamente o que você viu.
Dessa vez, eu estava correndo da vozes naquela mesma cidade da outra vez.
-O que as vozes diziam?-pergunta o doutor de forma preucupada.
-Elas chamavam o meu nome.Tony, Tony, vamos brincar?
O doutor olha perplexo para o garoto.
-Doutor o que mais me assusta é que a voz é de criança, e parece que ela me conhece.
-Mas você conseguiu ver quem te chamava?
O garoto olha para o doutor com um olhar assustado, ele tremia e nao parava de mexer as pernas, ele estava claramente nervoso e com muito medo e gaguejando diz:
-Sim, eeraa....-fazia esforço, mas nao conseguia pronunciar aquelas palavras.
-Você precisa me falar
O garoto ficava cada vez mais nervoso, e parecia impossivel para ele dizer o nome.Era como se nem ele acreditasse no que ele havia visto.E tentando novamente
-Era o Luu...-E entao ele impaca na primeira silaba
-Você precisa me falar- diz para o garoto erguendo a voz.
Entao o nervosismo do garoto começa a aumentar quando as persianas da janela começam a bater, com o aumento do vento, ele sente uma energia estranha na sala e ouve a voz fina mais uma vez dizendo:
-Tony,Tony vamos brinacar?
o garoto entao tapa os ouvidos, se levanta da cadeira e diz:
-Eles esta aqui doutor. me ajuda.
A voz continua a atormentar Tony que se encontrava fora de controle.
O doutor chama a enfermeira e manda ela seda-lo.
-Meu Deus, o que será que aconteceu com ele?-pergunta a enfermeira
-Eu nao sei, mas irei descobrir.
O doutor tinha um carinho especial por Tony, devido ao fato deste nao ser como os demais pacientes, para ele o que Tony sentia era culpa, de nao poder ajudar o irmao mais novo no passado.
-Você acha que esses sonhos que ele tem querem dizer alguma coisa?
-Sim, eles definitivamente significam algo.Apesar de ser doutor, eu acredito em energias e em forças além dessas que conhecemos, forças sobrenaturais.
- Você acredita no bem e no mal doutor?É isso?
-Sim
Após essa conversa o doutor vai ver como esta o Tony.Chegando la ele encontra o garoto acordado no canto do quarto agachado e chorando, estava muito assustado.
-Doutor, eu nao posso dormir, porque toda vez que durmo eu sonho com aquilo e com as vozes, mas nunca havia sonhado com algo assim.
-Quem era a pessoa que te chama em seus sonhos?
-Era o Ludovic.
O doutor nao consegue acreditar nisso, e perplexo olha para o garoto.
-Ele me culpa por sua morte.E é verdade doutor eu que o matei.
-Nao, você nao teve culpa alguma.A culpa foi toda de sua mae aquela beata maluca que afogou o proprio filho no rio, forçando você a assistir essa cena triste e horrivel.
-Nao, fui eu.Eu me aproveitei da crença extrema  que minha mae tinha e a induzi a acreditar que meu irmao estava possuido pelo DEMONIO.
o doutor olha assustado para o garoto, que continua a contar.
-Eu coloquei as galinhas mortas em seu quarto, eu quebrei a estatua de jesus no meio e atei fogo enquanto ele dormia, fui tudo eu.
-O doutor nao consegue mais olhar para o rosto de Tony e sai do quarto.
-A culpa é minha, e agora ele quer vingança.ELE QUER VINGANÇA.
O doutor sai e bate a porta deixando o garoto la gritando.
-Eu o matei.Agora ele esta atraz de mim.
No dia seguinte o doutor vem checa o estado do garoto, e nao acredita na cena que vê.Ele encontra o quarto todo rabiscado, com desenhos e frases escritas com sangue, mas o que o assusta mais é o fato de encontar o garoto morto, com o lençol enroscado em volta de seu proprio pescoço, a causa da morte era clara o garoto se enforcou.Perto da cama ele encontra uma carta, parecia ser escrita as preces, com uma letra horrivel.
a carta dizia:
" Agora tudo faz sentido, a chuva a cidade deserta as vozes.Era o  meu irmao me chamndo, a cidade deserta na verdade era a vila onde nos moravamos, a chuva relembra o dia em que ele foi morto, piois naquele dia estava caindo muita agua do ceu.E a voz, era a voz que ele usava para me chamar quando eramos crianças, quando ele queria brincar comigo ele me chamava assim.Eu nunca fui um bom irmao, mas ele me amava ele contava comigo, minha vida era muto boa, tinha amigos e tudo mais, porem ele tinha uma coisa que eu nao tinha o amor de nossa mae.Ela nao me amava e eu tinha muito ciumes dele, foi por isso que fiz o que fiz, nao me orgulho daquilo e me arrependo desde entao, eu nao queria que ela o matasse apenas que ela o amasse menos para entao ela poder me amar.Reconheço que fui egoista, e descobri o que tinha que fazer e resolvi escutar as vozes e me matei.Para poder ir brincar com ele"

by:Azrael

domingo, agosto 08, 2010

Eu sei, elas também me perseguem.

Não deveria te contar, mas alguma coisa está me perseguindo, não é o que você está pensando, nenhum monstro ou alguém me espionando, me seguindo na rua ou algo do tipo, mesmo porque monstros não existem, são historinhas que contam para crianças não dormirem, também não é nenhum espírito ou algo do além.

Tudo começou quando cheguei de uma festa, era uma festa fantasia, todo mundo se divertindo, tinha ido de capeta, lógico meu personagem preferido, todo mundo tem medo, me sentia do mal, um psicopata, todos me olhavam vidrados, outros achavam engraçado e diziam "e ae satã como vão as coisas..", comecei a puxar conversa com uma menina que tinha ido de diabinha, me subiu uma sensação gostosa no corpo, sentia testosterona fluindo em mim esta noite, era a noite. Tudo estava lindo e maravilhoso, foi ae que aconteceu, tivemos relações, fomos para sua casa, ela me conto antes de eu ir embora, que tinha um fetiche enorme pela dor, eu não gostei daquilo achei estranho fiquei pensando que menina mais doente.

Alguns dias depois, indo ao bar muito popular de minha cidade, encontrar os bons e velhos amigos de conversa, ela estava lá, no meio deles, eles me falaram que ela estava me esperando, fomos conversar em um lugar mais privado, no estacionamento do estabelecimento, ela me contou que havia planejado uma noite imperdivel para mim hoje, que seu fetiche iria realizar-se, eu disse que gostaria de ir, mas nada com sessões masoquistas, ela insistiu, falou que iria ser coisa leve, brincaderinhas picantes, como pequenos beliscões e alguns tapinhas de leves.

- Tudo bem minha diabinha, vamos apimentar essa noite
- Você não vai esquecer essa noite, ela vai entrar em sua mente e te perseguir
- Então vamos começar nossa sessão de pecados

Fomos desta vez, para um lugar isolado, uma casa abandonada, que pertencia segundo ela a seu pai que agora jazia morto. Não me explico o motivo da sua morte, mas que eu me sentia estranho com tudo aquilo, não há como relatar. A porta da frente dava para um salão enorme, havia uma escada que conduzia para um quarto, no quarto como suspeitava havia varias ferramentas de masoquistas, chicote, correntes, grilhões, uma cama havia lá no fundo e o que me chamava atenção era velas negras dístribuidas em cada ponta das estrelas de um pentagrama que estava desenhado no chão, justamente embaixo da cama.

- Não se assuste, eu não sou má, faz tudo parte da nossa noite diábolica, meu amor

Deitamos, um em cima do outro, ela me conduziu em uma noite louca, mágica, me algemou, me fez carinhos pelo corpo inteiro, passou sua língua devagarinho por minha face, fez pequenas marcas de mordidas em meu braço, me despiu violentamente com suas unhas, estava tendo suspiros de satisfação, nunca pensaria que poderia ter prazer em estar em uma situação submissa.

A orgia rolava sem parar, não lembro que horas erão, mas acordei sobressaltado, pupilas regaladas, onde estava? Ah sim, ali estou algemado na cama ainda, mas cadê minha diabinha?  Por sorte as algemas erão falsas e consegui me soltar, sai em sua procura, encontrei-a no quintal, lá havia algumas laranjeiras e ela estava ali plantando

- Oi minha satãzinha, que está fazendo? Porque não me acordou antes?
- Ah amor estou plantando nossos filhos. Desculpa não ter avisado, mas eu sou diferente de você, obrigado por realizar meu desejo.
- Como? O que? Filhos? Diferente?
- Sim, eu peguei seu esperma, e agora estou plantando junto a essas sementes que foram do meu pai, e agora crescerão e nascerá nossos amores, eu sei não me olhe assim, já disse sou diferente, deixe me contar toda a verdade.
- Espere, isso está muito estranho, melhor acabarmos por aqui.
- Não vá, é muito importante para mim te contar isso
- Tudo bem, que seja conte logo, antes que eu mude de ideia

Seu pai era do exército, lutou em guerras para defender seu país, foi em uma batalha, que se escondeu em um túnel, achou um cómodo em que havia uma mesa com uma caixa em cima, que continha um saquinho de sementes e um bilhete que dizia: "para aqueles continuarem a linhagem do imperador das trevas, basta plantar essas sementes com a sementes do homem que teve relações com uma virgem"

- Meu pai foi um idiota ao acreditar nessa bobagem, jurou que iria me proteger e que faria isso se concretizar, mas eu não dava importância, até que ele morreu, me sentia culpada por isso, e sei que tenho um objetivo a cumprir, e graças a você, isso pode se tornar póssivel
- Bom está tudo muito interessante, mas preciso ir.
- Pode ir, sei como se sente, acha que sou louca, doente, paranóíca, tudo bem, obrigada

Alguns anos se passaram desde então, tinha esquecido dessa bobagem toda, que garota mais maluca e doente. Mas em uma tarde de Junho, passeando pela cidade, passo em frente aquela casa, começo a lembrar de tudo, e notei que uma árvore crescia lá nos fundos, por algum instinto eu precisava ver aquilo de perto.

Arrombei a porta e fui direito ao quintal, lá estava a árvore, seu tronco era vermelho, suas folhas douradas, e estava florescendo, suas flores lembravam rosas a não ser pelo fato de que das rosas saiam dedinhos, iguais a de recém-nascidos.

- Papá
- AHHHHHHHHHHHH!!!!!

Havia uma criança do meu lado, ela não era normal, tinha olhos vermelhos e sua testa tinha dois buracos que cresciam chifres, corri desesperado, queria esquecer tudo aquilo, precisava de uma bebida urgentemente.

- Aonde pensa que vai? - minha diabinha estava parada na porta de entrada voltada para mim - Você viu como nosso filhos estão lindos? Mas para crescerem e serem fortes como o senhor do submundo é preciso de sacrifícios, e elas precisam de você para comerem de sua carne e beberem de seu sangue.
- Sua louca doente, saía da minha frente AGORA!

Ela veio em minha direção com uma adaga na mão, eu fui mais esperto, desviei de seu ataque, peguei seu braço e o reverti em sua direção, fazendo a morrer com seu próprio golpe, corri para sair dali, escapar de tudo aquilo, enquanto ouvia mais crianças chegando em minha direção gritando "papá".

Fui viajar, morar longe daquela cidade, esquecer novamente de tudo isso, mas não adianta toda noite elas vem me perseguir em meus ouvidos: "papá estamos com fome, venha nos alimentar", sei que não posso abrir os olhos, depois que pego no sono, pois sei que estarão em cima de mim me mordendo, me mutilando, se alimentando, mas eu acordo apenas com dores internas e pequenas marcas de mordidas e feridas

Já estou acostumado, sei que meus pesadelos só terão fim quando eu me oferecer para meus filhos, você pode achar que é mentira, mas para mim não é, elas me disseram em uma noite que enquanto não me ofereço elas vão buscar outros corpos para se alimentar, elas invadem os pesadelos das pessoas que estão sufocadas pela raiva da rotina e se fortalecem assim, ferindo e machucando para continuarem vivas. Você não se lembra como surgiu aquela mancha roxa ou vermelha em seu braço ou perna? Eu sei, elas também me perseguem




By: Cérbero