Bem vindos ao inferno.

Aqui é o lugar do macabro, dois autores escrevem o que vêm a sua mente monstruosa e não economizam bizarrices e absurdos. Leiam, se divirtam, fiquem assustados, chocados, e não durmam de noite ou poderão sonhar com Belzebu
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quarta-feira, agosto 18, 2010

Um cômodo do inferno

Hoje como quase todo dia vai ter acerto de contas, pobre novato desrespeitou a pessoa errada  não demora muito e a hora chega, refeitório lotado, mas o meliante não se deixa intimidar e fura o inimigo bem no peito, com uma arma caseira, porém muito útil.A vítima fica esticada no chão esperando pela ajuda que chega tarde.

Então todos ouvem o sinal, todos sabiam o que fazer e foram direto para suas celas, era o confinamento, um procedimento padrão usado toda vez que havia mortes ou tentativas.Isso é muito comum em um ambiente hostil como esse, um ambiente onde negros, muçulmanos, italianos, irlandeses, japoneses, arianos, motoqueiros, hispânicos, gays, brigavam pelo poder.Cada facção tinha sua função, os arianos dominavam o correio, negros e italianos a cozinha, motoqueiros a oficina, muçulmanos a enfermaria.Cada um com seus pontos estratégicos, além da cozinha os italianos tem forte participação no trafico de drogas dentro do presídio.

Era mais um dia na prisão de segurança máxima, os negros jogavam basquete, os arianos dominavam os aparelhos de musculação, muçulmanos oravam, italianos pareciam tramar algo.Mas, separados desses presos por uma cerca com arame se encontram os presos condenados a morte, esses não tem direito a nada.

O horário do sol acaba, todos voltam para dentro da prisão.Ao caminhar para a entrada, os italianos começam a se movimentar em volta do líder ariano que sente uma cutucada em seu rim e logo cai no chão.A confusão começa brigas, socos, facadas, pedradas.Os primeiros a se envolver são os da baixa hierarquia das facções, os chamados soldados geralmente grandes e usando moletões e proteções improvisadas.

O circo esta  armado, a confusão toma conta do presidio, a briga não se resumiu a italianos e arianos, pareciam que todos naquele momento queriam acertar contas.Os guardas se metem no meio, então todos os presos sabem o que fazer e de repente as facções se unem e começam a atacar os guardas que são minoria.

Após algumas horas o presídio esta totalmente tomado pelos presos, que torturavam os guardas, jogavam privadas abaixo, ateavam fogo, quebravam as mesas, estavam detonando o presidio.Todos estavam envolvidos, eles estavam tomados pelo ódio.Passadas algumas horas o exercito já se encontrava em volta da prisão, exigindo a libertação dos reféns.

-Aqui é o tenente, capitão Batista - anuncia no mega fone.

Os presos começam a gritar e a fazer barulho.

-Quero saber quem está no comando? - pergunta em um tom claro e alto.

Novamente os presos gritam eufóricos e começam a bater cadeiras e mesas.Mais privadas são arremessadas, colchões pegando fogo vão em direção aos carros dos militares.

-Nós vamos invadir.

Então, aparecem os chefes da revolta, dispostos a falar.Eram os quatro lideres das maiores facções do presidio.Os arianos, negros, italianos e os hispânicos, mas já era tarde as autoridades invadem o presídio, pondo no chão a porta de entrada junto com os objetos que foram postos para tentar conter a entrada.

Os policiais portando armas automáticas, bombas de gás, e seguindo uma ordem direta do governador, não vai sair nenhum rebelde vivo.É difícil descrever a cena que se passa a seguir, os detentos lutando sem armas a longo alcance e com facas e pedras, e eles estavam sendo mortos e sem dó nem piedade, um a um, alguns se ajoelhavam, esperando um pouco de compaixão, uma ingenuidade da parte desses que tomavam coronhadas, socos e tiros, claro que eram com balas de borracha, mas as balas iam no rosto, nas costelas e a dor era descomunal.

A única coisa que ouviam eram gritos e tiros, eles começaram ir atrás dos chefes da revolta, primeiro o ariano, que foi espancado por sete, além de socos e chutes, ele foi afogado na privada e levou cortes.
O segundo foi o hispânico, que levou golpes de cacetes nas pernas, na bacia e nas costelas, esse não sobreviveu.

Foram atraz do italiano, que conseguiu abater um dos guardas com um punhalada certeira na garganta, um corte fatal, mas ele só pegou um os outros o arremessaram janela a baixo, a morte foi instantânea.Enfim foram atraz do líder negro, esse teve o pior destino de todos, foi surrado e  molestado com cabos de vassoura e foi colocados sem roupas naquilo que os guardas chamavam de gaiola, só que esta era diferente, ficava no sol, e ele ficou lá sofrendo por varias horas servindo de exemplo para os outros, fatalmente acabou morrendo.

Quando o diretor entrou no presídio este encontrava-se um verdadeiro caos, por onde ele andava ele via corpos, sangue, membros, e até cabeças.Pensava naquilo como uma cena do inferno, como se o capeta estivesse lá, sem falar no cheiro horrível de carniça.

Era cheiro de morte.Dirigiu-se ao pátio e encontrou todos os detentos restantes sem camisa e ajoelhados, todos machucados e sangrando, claramente precisavam de cuidados médicos, mas ele sabia, os presos sabiam que isso não ia acontecer tão cedo.

Então o dia foi se despedindo, para a chegada da noite.Ao amanhecer, os presos foram obrigados a trabalhar na reconstrução do presídio, que nunca mais foi o mesmo.Este foi um dia triste, que não será esquecido tão cedo, toda aquela brutalidade, toda aquela banalidade, toda aquela covardia, não trouxe vantagens para nenhum dos lados.

A reconstrução foi inútil, os detentos foram obrigados a se mudar para outros presídios, os guardas transferidos, alguns se aposentaram devido a ferimentos graves, ou ganharam medalhas de honra.
O lugar nunca mais foi o mesmo, e esta abandonado dizem que é mal assombrados pelas pobres almas que ali faleceram.

By: Azrael

quinta-feira, agosto 12, 2010

Vozes do além

Já era tarde da noite e chovia muito, me encontrava em uma cidade que parecia estar deserta.Ouvia umas vozes mas nao consegui entender o que estava dizendo, eram vozes finas pareciam ser de crianças mas nao sabia ao certo, mas eu nao entendia como havia parado la, entao resolvi seguir as vozes.
A chuva começava a aumentar,  relampagos e trovoes cortavam o ceu de forma assustadora, quanto mais eu adentrava na cidade mais fortes as vozes se tornavam, e mais assustador se tornava o lugar, de repente via vultos e as vozes pareciam estar chamando meu nome.Eu continuava seguindo as vozes e surgiam cada vez mais vultos e entao eu acordo todo suado e apavorado.
-Esse é um sonho interessante Tony-diz o medico Antonio
-Doutor, eu tenho medo.Já é a quarta vez que sonho com isso.O que eles querem de mim?
-Calma, nao tenha medo.Você provavelmente deve estar um pouco estreassado agora
Apos isso ele manda o garoto ir para o patio com os outros pacientes.Voltando-se para a enfermeira pergunta:
-Quem é a mae desse garoto?
-A mãe dele é a Marta .
O doutor olha abismado pra a emfermera e pergunta
-Marta Guimaraes?
-Sim.você a conhce doutor?
O doutor fica assustado e senta em sua cadeira,voltando-se para a enfermeira responde:
-Sim, Marta Guimaraes é aquela mãe que afogou o filho mais novo, alegando que ele estava possuído.
-Nossa, que horror.
-É , o pior ainda é que o pobre Tony viu tudo isso e nada pode fazer.
Após essa o fim dessa conversa o doutor senta pensativo em frente a janela e começa a pensar profundamente, no assunto do Tony.
Logo ao amanhecer o doutor já se encontra em sua sala e ouve alguém bater desesperadamente na porta e manda entar.
-Doutor, você nao vai acreditar.Eles estao em toda parte me chamando, para todo lugar que eu olho.
-voce precisa sentar e me contar exatamente o que você viu.
Dessa vez, eu estava correndo da vozes naquela mesma cidade da outra vez.
-O que as vozes diziam?-pergunta o doutor de forma preucupada.
-Elas chamavam o meu nome.Tony, Tony, vamos brincar?
O doutor olha perplexo para o garoto.
-Doutor o que mais me assusta é que a voz é de criança, e parece que ela me conhece.
-Mas você conseguiu ver quem te chamava?
O garoto olha para o doutor com um olhar assustado, ele tremia e nao parava de mexer as pernas, ele estava claramente nervoso e com muito medo e gaguejando diz:
-Sim, eeraa....-fazia esforço, mas nao conseguia pronunciar aquelas palavras.
-Você precisa me falar
O garoto ficava cada vez mais nervoso, e parecia impossivel para ele dizer o nome.Era como se nem ele acreditasse no que ele havia visto.E tentando novamente
-Era o Luu...-E entao ele impaca na primeira silaba
-Você precisa me falar- diz para o garoto erguendo a voz.
Entao o nervosismo do garoto começa a aumentar quando as persianas da janela começam a bater, com o aumento do vento, ele sente uma energia estranha na sala e ouve a voz fina mais uma vez dizendo:
-Tony,Tony vamos brinacar?
o garoto entao tapa os ouvidos, se levanta da cadeira e diz:
-Eles esta aqui doutor. me ajuda.
A voz continua a atormentar Tony que se encontrava fora de controle.
O doutor chama a enfermeira e manda ela seda-lo.
-Meu Deus, o que será que aconteceu com ele?-pergunta a enfermeira
-Eu nao sei, mas irei descobrir.
O doutor tinha um carinho especial por Tony, devido ao fato deste nao ser como os demais pacientes, para ele o que Tony sentia era culpa, de nao poder ajudar o irmao mais novo no passado.
-Você acha que esses sonhos que ele tem querem dizer alguma coisa?
-Sim, eles definitivamente significam algo.Apesar de ser doutor, eu acredito em energias e em forças além dessas que conhecemos, forças sobrenaturais.
- Você acredita no bem e no mal doutor?É isso?
-Sim
Após essa conversa o doutor vai ver como esta o Tony.Chegando la ele encontra o garoto acordado no canto do quarto agachado e chorando, estava muito assustado.
-Doutor, eu nao posso dormir, porque toda vez que durmo eu sonho com aquilo e com as vozes, mas nunca havia sonhado com algo assim.
-Quem era a pessoa que te chama em seus sonhos?
-Era o Ludovic.
O doutor nao consegue acreditar nisso, e perplexo olha para o garoto.
-Ele me culpa por sua morte.E é verdade doutor eu que o matei.
-Nao, você nao teve culpa alguma.A culpa foi toda de sua mae aquela beata maluca que afogou o proprio filho no rio, forçando você a assistir essa cena triste e horrivel.
-Nao, fui eu.Eu me aproveitei da crença extrema  que minha mae tinha e a induzi a acreditar que meu irmao estava possuido pelo DEMONIO.
o doutor olha assustado para o garoto, que continua a contar.
-Eu coloquei as galinhas mortas em seu quarto, eu quebrei a estatua de jesus no meio e atei fogo enquanto ele dormia, fui tudo eu.
-O doutor nao consegue mais olhar para o rosto de Tony e sai do quarto.
-A culpa é minha, e agora ele quer vingança.ELE QUER VINGANÇA.
O doutor sai e bate a porta deixando o garoto la gritando.
-Eu o matei.Agora ele esta atraz de mim.
No dia seguinte o doutor vem checa o estado do garoto, e nao acredita na cena que vê.Ele encontra o quarto todo rabiscado, com desenhos e frases escritas com sangue, mas o que o assusta mais é o fato de encontar o garoto morto, com o lençol enroscado em volta de seu proprio pescoço, a causa da morte era clara o garoto se enforcou.Perto da cama ele encontra uma carta, parecia ser escrita as preces, com uma letra horrivel.
a carta dizia:
" Agora tudo faz sentido, a chuva a cidade deserta as vozes.Era o  meu irmao me chamndo, a cidade deserta na verdade era a vila onde nos moravamos, a chuva relembra o dia em que ele foi morto, piois naquele dia estava caindo muita agua do ceu.E a voz, era a voz que ele usava para me chamar quando eramos crianças, quando ele queria brincar comigo ele me chamava assim.Eu nunca fui um bom irmao, mas ele me amava ele contava comigo, minha vida era muto boa, tinha amigos e tudo mais, porem ele tinha uma coisa que eu nao tinha o amor de nossa mae.Ela nao me amava e eu tinha muito ciumes dele, foi por isso que fiz o que fiz, nao me orgulho daquilo e me arrependo desde entao, eu nao queria que ela o matasse apenas que ela o amasse menos para entao ela poder me amar.Reconheço que fui egoista, e descobri o que tinha que fazer e resolvi escutar as vozes e me matei.Para poder ir brincar com ele"

by:Azrael

domingo, agosto 08, 2010

O Açougueiro do inferno

Acordei em um quarto escuro me sentia perdido e assustado e meio dopado sem poder gritar ou falar, não sabia onde eu estava e tentava lembrar do que havia acontecido, mas não conseguia me lembrar de tudo. Eu me lembro de estar voltando de um bar, já era tarde, estava desacompanhado e meio alterado pelo consumo de drogas e álcool, mas lembro de pegar um atalho para tentar chegar em casa.

Então eu acordei aqui, nesse lugar que parece um laboratório medico clandestino, eu olho para um lado e vejo aparelhos médicos antigos aparentemente estragados, porém não consigo saber onde eu me encontro e fico tentando lembrar da noite passada. Após quase meia hora de pura angustia e medo a porta se abre e entra um homem um tanto quanto esquisito, de estatura baixa e cabelos grisalhos aparentemente uns 35 anos, ele vestia um uniforme médico, parecido com aqueles de cirurgião, pensando melhor era um uniforme de cirurgião com um tom meio esverdeado, usava luvas e uma máscara e em sua mão esquerda portava uma seringa. Ele acendeu a luz olhou bem para mim e com uma cara horripilante disse:

- Bom dia sr.Sanches.

Eu não conseguia falar nada,nem uma palavra se quer. Eu estava lá esticado em uma cama sem poder me mexer ou falar, estava muito assustado.Ele via o estado que eu me encontrava e parecia gostar, definitivamente gostava de me ver naquele estado, então chegou mais perto e disse:

- Você parece estar assustado Sr.Sanches.Você está com medo?

Ele se aproximou um pouco mais, estava praticamente um palmo de meu rosto e foi chegando cada vez mais perto e olhou diretamente nos meus olhos e ficou me encarando durante alguns segundos, depois disso se levantou e disse:

-Você definitivamente está com medo.

Me sentia que a minha voz estava voltando, mais ela não saia até que consegui falar, não foi bem uma frase , estava mais para um gemido de medo. Após esse gemido ele disse:

-Vejo que você está recuperando sua fala.Mas não gaste muito suas energias porque você vai precisar.

O homem sai do quarto me deixando muito assustado e passados algumas horas, eu recuperei a minha voz e comecei a gritar desesperadamente por ajuda, mas ninguém apareceu, tentei me levantar da cama, mas estava amarrado de uma forma impossível de sair e só me restava esperar.passadas, ele volta com a mesma seringa que estava da outra vez e com uma caixa que parecia ser de ferramentas, ele abriu a caixa em cima de uma mesa que estava do lado da minha cama e começou a tirar: facas, seringas, pregos, martelos, alicates , olhou para mim.

- Olá de novo.
- Quem é você? - perguntei para ele de forma assustada.
- Eu sou o Dr.Insano - respondeu ele calmamente.
- O que você quer de mim?
- Eu vou fazer você pagar por tudo que você fez na sua vida.
- Não faça isso, eu tenho uma esposa que está grávida.
- Engraçado você falar que tem uma esposa, porque eu não vejo você agir como um marido
- Eu sou um marido muito bom e dedicado
- ATAAA...Então você não trai a sua esposa com aquela vendedora de cosméticos?
- Não.Digo trai mas foi só uma vez e não faço mais isso.
- Mentiroso...Eu vi vocês juntos ontem saindo do motel, antes de ir para o bar.

Dr.Insano pega a seringa com um líquido amarelo e injeta no rosto de seu refém que luta inutilmente para tentar sair das amarras e após alguns segundos ele sente o rosto queimar e começa a gritar sem parar de dor e desespero e enquanto ele gritava o Dr.dava gargalhadas de prazer!!!
- HAHAHAHAHAHAHAHAHA.
- O que você colocou em mim?
- Isso é uma coisa que eu mesmo fiz para minhas vítimas

E a queimaçao se espalhava pelo corpo e ia aumentando e o Dr.sentou em um sofá ali e assistiu aquilo e se deliciava com a dor alheia. Alguns longos minutos a dor passa.

- Vejo que você está melhorando. mas se prepara é só o começo.

Pega um alicate enorme e arranca um dedo da mão de Sanches que começa a gritar de dor e arranca mais um e depois mais um até se encher do alicate, e pegar uma faca muito afiada e,  fazer um corte transversal na coxa esquerda, e depois na direita, e corta mais alguns dedos com a faca. Calmamente limpa a faca e corta as duas orelhas de Sanches que não resiste e desmaia de dor. Após o desmaio o Dr. foi buscar um liquido e molhou um pano com esse liquido e deu para Sanches cheirar, imediatamente ele acorda
e começa a gritar.

- Calma já esta acabando

Dr.Insano pega alguns pregos enormes e com o martelo prega as mãos de Sanches, cada uma de um lado e prega também os pés de Sanches, um em cima do outro e o deixa lá sofrendo sem força para gritar e muito menos para lutar contra aquilo e depois de algumas horas o Dr. retorna com um galão cheio de gasolina.

- Por que você está fazendo isso comigo?
- Pensei que eu tivesse deixado bem claro. Você não viveu a vida de uma forma correta, traindo a sua esposa que te amava. Agora você vai pagar.

Despeja a gasolina no corpo de Sanches e pega uma caixa de fósforo

- NÃO FAÇA ISSO. ME DESCULPA EU NÃO QUERIA TRAIR A MINHA ESPOSA, FOI UM ERRO ME DESCULPA!!!!
- Meio tarde isso não acha?
- NÃO...

O Dr.Insano acende o fósforo e joga sob o Sr.Sanches que começa a gritar, enquanto ele gritava o Dr.Insano dava risadas

-Quem será a próxima a vítima? -pergunta o Dr.Insano as cinzas do Sr.Sanches

by: Azrael

quinta-feira, agosto 05, 2010

Oitavo Anjo


A lua cheia clareava as largas avenidas de uma pacata cidade do interior da  Sicília, era quarta a noite e como de costume era noite de culto

A igreja encontrava-se toda iluminada, era uma igreja de um porte considerável, uma construção barroca do século XV. Não muito longe dali Lorenzo Matterazi um menino de 11 anos se arrumava para ir a igreja, o sonho de sua mãe era que seu filho viesse a ser padre um dia. Naquela noite o garoto e a mãe saíram juntos como de costume às 8:45 e após 15 minutos de caminhada já ouviam o padre Genaro orando com os fieis fervorosos que lotaram a igreja obrigando mãe e filho a ficar de pé na porta da igreja. Quando acabou a missa todos foram comprimentar o padre que era muito educado com os pais e tinha um jeito muito carinhoso com as crianças. A mãe de Lorenzo vai em direção ao padre:

- Boa noite padre, realmente foi uma bela missa
- Obrigado minha irmã - O padre vira para Lorenzo 
- Boa noite meu jovem, fico muito feliz que tenha vindo, apareça amanha em minha casa para eu te ensinar a tocar piano - Lorenzo fica sem graça e com um pouco de vergonha e acena um sim com a cabeça 
- Bom apareça lá pelas três da tarde, o aguardo ansiosamente

Chegando em casa sua mãe o coloca para dormir e vai se deitar logo em seguida, logo quando amanhece ela acorda, prepara o café e vai acordar Lorenzo, enfim ela vai trabalhar e pede a ele para arrumar sua cama e limpar o quintal.

-Não vai esquecer que às 15:00 você vai na casa do padre Genaro

O garoto ouve aquilo e fica feliz, pois erão férias e suas tardes eram muito paradas pelo fato de não ter o que fazer. Quando falta apenas 15 minutos para ir a casa do padre, ele sai de casa e minha até a casa de Genaro, chegando lá aperta o interfone e o padre manda ele subir. Ao entrar na sala do padre ficou petrificado ao ver o tanto de brinquedos, jogos, doces, ele simplesmente não conseguia acreditar em seus olhos. O padre vira-se para ele:

- Vejo que você se interessou pelos meus brinquedos - Lorenzo não respondia e apenas sorri
- Vamos que ta a cama elástica

Lorenzo sai correndo em direção a cama elástica seguido por Genaro e os dois passam horas brincando. Começa a escurecer e Genaro liga para mãe de Lorenzo e pede para ela deixar seu filho passar a noite em sua casa, mas sem antes falar com ele.

- Oi filho
-Mãe você não vai acreditar aqui é super legal, tem muitos brinquedos e muitas coisas legais, deixa eu dormir aqui? Por favor!

A mãe pensa alguns segundos, mas vê a felicidade de seu filho e deixa, o garoto explode de emoção e corre em direção ao padre e o abraça.

- Bom já que teremos a noite toda, que Lorenzo você ir tomar banho?

Lorenzo não gosta muito da ideia, pois queria continuar brincando, porém Genaro tem um poder de persuasão muito grande e o convence. Chegando no banheiro, ele pede para o garoto tirar a roupa e diz que vai lhe dar um banho, o garoto fica assustado

- Você não vai me dar licença?

O padre o olha e começa a rir de uma forma diabólica, o garoto se assusta e tenta correr, mas é impedido, ele segurado pelo padre e amarrado na banheira apenas de cueca e com a boca tampada.

- Espera que já venho. HAHAHAHA

Genaro vai na sala em direção a um tapete vermelho e tira esse tapete, afasta os móveis e todos os brinquedos, tira uma faca de sua batina e corta seu braço e começa a desenhar um círculo no chão com o próprio sangue e quando acaba seu serviço, tira sua batina e a joga no meio do círculo e pega um isqueiro e um grande círculo de fogo é formado, começa a citar palavras estranhas e então saem seis pessoas do círculo, eram duas mulheres e quatro homens, eles estavam com uma aparência  horrível e com uma cara de puro ódio, todos abraçavam o padre que agora parecia mais velho e forte. Um dos homens lhe fala:

- Já era tempo irmão de nos tirar de lá, mas onde está o garoto? - Genaro os leva até o garoto - como você sabe que ele é o escolhido?
- Eu sei porque senti nele o osso de nosso mestre, é ele tenho certeza
- Tá bom, vamos logo com isso, sinto saudade do nosso irmão mais velho - diz uma das mulheres
- Já faz quase trinta séculos que você está procurando o garoto certo, já errou várias vezes é bom estar certo agora- diz o terceiro homem.
- Eu já falei ele é o escolhido, é ele que vai trazer nosso irmão de volta

O maior homem se mete na conversa e manda eles pararem com isso e todos eles se dirigem ao garoto, a segunda mulher loira e alta pega um crucifixo com a imagem de Jesus grudado nele, e o fura com uma faca, imediatamente a faca começa a sangrar, o sangue é derramado em uma taça e o pobre garoto é obrigado a beber. Lorenzo depois de tomar, fica pálido e vai ganhando uma forma maior e então toda energia boa e pura, todas lembranças e emoções vão embora, desaparecem e ele fica parado durante treze segundos, com uma velocidade tremenda ele se solta das amarras, se levanta e se dirige a seus irmãos que se curvam diante dele, e ele passa flutuando a dois palmos do chão ao redor deles.

- Porque demoraram tanto, meus caros irmãos? - eles estavam perplexos - me desapontaram. Principalmente você Genaro que demorou tanto e tanto tempo TRINTA SÉCULOS!!! para achar o garoto certo
- Me desculpa, eu fiz o possivel irmão
- IRMÃO? AGORA VEM ME CHAMAR ASSIM?
- Me desculpa irmão
- Eu não sou teu irmão e nenhum de vocês, porque não preciso de ratos aos meu serviço, sou Lúcifer, o filho da luz e vou acabar com a Terra e o céu, começando por esse velho babaca que se julga deus
- Nos só queremos te ajudar
- Eu não falarei mais, não quero vocês, bastardos idiotas!

Com o estalar dos dedos, Genaro como se fosse mágica, um milagre talvez? Mas não era nada disso, era o diabo que fez Genaro explodir em milhões de fragmentos, seus companheiros se assustam, mas reagem, pobres tolos, são mortos da mesma forma. Belzebu destroi a casa e parte para reinar suas trevas na Terra 


by: Azrael